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19/09/2014

A fome e a Feira
Não fosse um período em que tudo se transforma em matéria de anúncio, de aviso, de advertência, essa notícia, referente ao fato de que o Brasil saiu da linha da miséria, da fome, da dificuldade e da falta de alimentação - saiu, ficou em mínimos traços -, não ficaria esquecida. Isso é uma grande notícia, é uma vitória de um verdadeiro investimento, que não se consegue de repente. De um dia para o outro, a população não começa a comer mais. Ela começa a comer mais, e talvez até o suficiente, em muitos casos depois de um bom tempo, depois de um aprendizado, de um acesso a esses fatos e a essas riquezas. E isso é verdadeiramente um dado extraordinário. Estamos aqui, no ano, comemorando um fato que não será comemorado, que não irá receber manchetes, porque ele seria interpretado imediatamente como matéria política. E não é. É, na verdade, matéria de enorme humanidade, da maior determinação entre as pessoas e a sociedade, e é uma vitória brasileira. É uma grande vitória brasileira. Mas, esse é um aspecto, a mais.

A Feira do Livro de Porto Alegre, que vem vindo, sempre se repete e é sempre um acontecimento importante para as pessoas. Ela está ali, na praça, reunindo as pessoas, prestando homenagem outra vez ao livro, a quem escreve, a quem lê, a quem presta atenção, a quem vende, a quem está perto. A Feira do Livro é maravilhosa.

O Airton Ortiz é um viajante. É, na verdade, um sujeito que viaja. Ele vai para toda parte. E ele fez mais, além de viajar. Naturalmente, se valeu da condição de um bom repórter, de um bom jornalista, e registrou estes fatos. Os seus livros são livros de viagem. Essas viagens que ele faz e que transfere para as pessoas como um dado, como uma referência, como uma oferta. É muito bom.

Ele será um bom patrono, porque ele conhece bem os livros, ele se dá bem com a maioria das pessoas, ele é respeitado e, em consequência, ele poderá fazer também ali, na Feira, o que sempre se quis que ela fosse, que eu mesmo me interessei tanto que ela pudesse ser, e que tantos foram notáveis em fazer - agora mesmo o Luis Augusto Fischer está saindo, e foi um patrono inteligente, capaz, interessado, desperto, porque todas essas questões estão em jogo.
O livro atravessa uma crise, sem dúvida. Mas não é uma crise do livro como tal, desse objeto maravilhoso que a gente pode ver a frente, senão do contexto dentro do qual ele é valorizado. Eu acho que o que está faltando, nesse momento, é que as livrarias se tornem lugares mais amplos. De que os lugares em que o livro aparece sejam mais atraentes, em que as pessoas tenham mais virtualidade. Que não só as crianças sejam atendidas de um modo especial - isso é fundamental, mas não só isso. É importante que as pessoas com mais idade, que já cansaram um pouco de procurar o seu livro, que talvez já tenham até desistido em parte dele, sejam outra vez reconquistadas. Sejam outra vez advertidas da existência do livro e da capacidade que ele tem de ser um companheiro maravilhoso. Isso a Feira vai trazer de novo e isso é muito bom, mas muito bom mesmo.

Então, é um período no qual as notícias não são daquelas que vão colocar as pessoas na rua. Nem são daquelas que poderão fazer com que vidas sejam mudadas, mas são daquelas que tem consistência. A gente vai lembrar que, nesse ano, 2014, foi finalmente obtido um dado importante da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) em favor do Brasil. Finalmente, entramos no universo dos países mais civilizados, ou um pouco mais civilizados. Tudo isso foi nesse ano. E a Feira fecha tudo.


 
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