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Livro - Encontros com o Professor - Cultura Brasileira em Entrevista - Volumes I, II, III,
IV , V e VI |
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06/04/2011
Marlon Brando e eu
Marlon Brando me espia, não diz nada, nem caminha. Está parado à frente de uma plantação de cana, o céu é azul mas já começa a escurecer com a fumaça que vai descendo a montanha em labaredas crescentes. Brando me espia e continua sem dizer nada. Preciso especular. Estou sentado na sala, sozinho, sou um espectador interessado, mas sem testemunhas.
Marlon Brando monta no cavalo, olha para mim, sorri, certamente porque imagina que estou vendo o que ele apenas vê, os pobres homens de Jose Dolores mortos no chão, todos os peitos furados à bala. Não vejo, mas imagino. Foram minutos intensos de tiroteio ladeira acima, um morrendo depois do outro, os soldados ingleses atirando sempre. Brando está apenas conferindo as mortes que patrocinou.
O cinema suaviza muito essa experiência que seria dolorosa, sem nenhuma vitória ou orgulho. A paisagem se alonga, há um vazio entre moribundos e soldados, o vento se torna cada vez mais forte, a minha imaginação vai na direção que deve ter seguido o Inglês - que é como chamam Brando e poucas vezes pelo sobrenome, jamais pelo primeiro nome.
Vai ser assassinado no fim, atendendo, como no início do filme, a uma oferta de carregador de mala, mas agora com uma faca vingadora na mão. Entrou aqui, do lado, e também me derrubou, mas na poltrona, não no chão. Tive o estranho sentimento de estar sendo justiçado depois de tudo que fiz para aqueles pobres plantadores de cana de Queimada.
Eu, Marlon Brando, muita gente.
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| Depoimentos |
14/12/2012
Regina Ungaretti - Coordenadora do Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo
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Tátil
Esse livro é um fato inédito, e que seria improvável, na cultura gaúch... |
Aprender
Gostei bastante. Já vim várias vezes e hoje vim pelos convidados. O bo... |
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