Não deixa de ser uma conclusão tardia e um pouco fora de contexto, talvez com indicadores de outra procedência, bem mais simples, quase inofensivos. Mas servem para demarcar este tempo enlouquecido que começou no século 21, faz onze anos.Foram duas crises mundiais que afundaram as economias, as antigas e as emergentes. A primeira em 2008. A segunda, essa agora, que deve transformar a Grécia num país modestamente turístico, fora do Euro, mas não dos credores, outra vez voltando para as suas raízes. E não dos desolados gregos que nada mais tem a ver com a minha memória sobre a Filosofia e a Cultura.
Estão caindo Portugal, Espanha, Itália, França (agora vem eleições e vai se saber muito mais) e só não cai quem já está de lado ou deitado.
Então, nesse contexto calamitoso, surge um movimento nos Estados Unidos contra Wall Street e tudo o que ela simplificadamente significa no mundo financeiro. São contra a acumulação do Capital dos bancos e das grandes empresas, quase subscrevem o velho Karl Marx, parece que acabaram de ler o Manifesto Comunista, não estivessem quase todos apenas preocupados numa correção das ganâncias demasiadas.
Mas assim está a classe média no mundo todo, os estudantes em todos os lugares, internautas por toda parte. Aqui, no Brasil, se denuncia a corrupção, naturalmente, mas que muito pouco tem a ver com isso. Vai levar, no mínimo, um bom tempo para entender o que está acontecendo, o Oriente Médio, os africanos, os muçulmanos, os árabes, todos em busca de liberdade.
- Uma palavra muito grande, não é mesmo, Ruy? me pergunta o primeiro companheiro de chope.
- É.