Júlio Conte nasceu em Caxias do Sul, em 1955. É psicanalista, diretor de teatro, ator e dramaturgo. Formou-se em Direção Teatral em 1984 e em Medicina no ano de 1985, ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1990, fez Curso de Especialização em Psicanálise e Psicoterapia Psicanalítica no Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre, do qual hoje é Membro Pleno. Também foi fundador do Instituto W. R. Bion, no qual integra o corpo docente, ministra seminários de técnica e teoria psicanalítica, supervisiona e coordena grupos de estudos. Ainda no campo psicanalítico, foi organizador dos Cadernos de Bion 1 e 2, resultantes do seminário de Arnaldo Chuster em Porto Alegre, editados pela Escuta de São Paulo e, como co-autor, participou do livro W. R .Bion: psicanálise do modelo científico aos dos princípios éticos estéticos, volumes I e II editados pela Companhia de Freud do Rio de Janeiro. No entanto, a sua faceta mais conhecida está ligada às artes cênicas. Conte escreveu e dirigiu os espetáculos Bailei na Curva, Não Pensa Muito Que Dói, A Coisa Certa, Se Meu Ponto G Falasse - estes, juntamente com a peça infantil Vamos Brincar de Apagar a Luz viraram livros. Entre outras criações, estão Cabeça‑Quebra‑Cabeça, Zona Proibida, Pedro e a Girafa, Um Negócio Chamado Família, O Bafafá da Calça Azul Marinho e Mecânica do Amor. Dentre os diversos prêmios recebidos, destacam-se o de Melhor Espetáculo e Melhor Diretor por Não Pensa Muito Que Dói (1982), o Troféu Açorianos - Prêmio Especial do Júri - para Bailei na Curva (1983) e o Melhores do Ano: Prêmio Inacen‑Ministério da Cultura, (ex‑Troféu Mambembe) pela montagem carioca do espetáculo Bailei na Curva (1985). Em agosto de 1994, recebeu uma nova montagem e seguiu em cartaz até janeiro de 1997. Em encenação gaúcha, Bailei já foi vista por mais de novecentas mil pessoas e recebeu, desde a sua criação, vinte e oito montagens em todo o Brasil. Se Meu Ponto G Falasse é outro destaque com temporadas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro totalizando 605 apresentações. Escrito em conjunto com Patsy Cecato e Heloísa Migliavacca, recebeu o Troféu Açorianos de Literatura, em 1999, na categoria Texto Dramático. Conte conquistou ainda o Troféu Quero-Quero de Melhor Diretor por Pedro e a Girafa, o Prêmio Qorpo Santo de Dramaturgia Infantil pela peça Vamos Brincar de Apagar a Luz e o Troféu Açorianos de Melhor Texto Dramático pelo espetáculo O Rei Da Escória, em 2006. Conte foi diretor da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, durante o ano de 2002, quando realizou o restauro e a criação de novos espaços como o Quarto do Poeta, o Complexo Bruno Kiefer e o Jardim Lutzemberger. Como professor, ministra cursos de iniciação teatral com foco no teatro improvisacional em espaços alternativos, com destaque para o trabalho de teatro de rua. Esta atividade o levou a criar a técnica do "Teatro da Aparência".
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