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Ouça o Encontros na
Rádio CBN 1340.
Aos sábados, às 10h,
e segundas-feiras, às 14h.

 
 
Quem:
Irene Brietzke
Quando:
13/10/2011 - 19h30min
   
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Irene Beatriz de Mattos Brietzke é atriz, diretora e professora. Dirige o grupo Teatro Vivo, com o qual pesquisa o teatro brechtiano e o teatro brasileiro contemporâneo.

Estreou como atriz em 1966, na montagem de Quatro Pessoas Passam enquanto as Lentilhas Cozinham, de Stuart Walker, peça infantil dirigida por Ivo Bender e Maria de Lourdes Agnostopoulos. Um ano depois, ingressou no Centro de Arte Dramática da Universidade do Rio Grande do Sul (CAD/URGS) para fazer o curso de teatro. A primeira experiência como atriz na instituição foi a participação em Dona Rosita, a Solteira, de Federico García Lorca, em 1967, com direção de Maria Helena Lopes. Em 1969, participou de A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, montagem assinada por Luiz Paulo Vasconcellos, na qual teve o primeiro contato com o teatro musical e o teatro de Brecht.

No último ano de escola, 1971, interpretou Clitemnestra em Agamenon, de Ésquilo, também dirigida por Vasconcellos, e dirigiu, como trabalho de fim de curso, A Cantora Careca, de Eugène Ionesco. Após graduar-se em letras e direção teatral pela UFRGS, e pós-graduar-se em teatro, em 1973, na Universidade de Denver, nos Estados Unidos, tornou-se professora de direção teatral e interpretação do Departamento de Arte Dramática (DAD) do Instituto de Artes da UFRGS, em 1976.

A opção de dedicar-se ao trabalho de direção teatral se deu em 1978, quando criou com alguns alunos do DAD a montagem e a direção de O Casamento do Pequeno Burguês, de Bertolt Brecht. Com essa peça, conquistou seu primeiro Troféu Açorianos de melhor direção. Em 1979, fundou, ao lado de Denize Barella, o Teatro Vivo e encenou, com esse grupo, um roteiro seu, Frankie, Frankie, Frankenstein, inspirado na obra de Mary Shelley. Naquele ano, dirigiu o espetáculo infantil Praça de Retalhos, de Carlos Meceni. Em 1980, dirigiu Salão Grená, roteiro seu sobre canções de Brecht e Weill, o primeiro de uma série de espetáculos brechtianos montados pelo grupo.

A década de 1980 é o período de maior produção como diretora, com montagens de grande sucesso de crítica e público, dentre as quais se destacam Happy End, de Brecht, Weill e Elisabeth Hauptmann, em 1981; O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, em 1982; No Natal a Gente Vem te Buscar, de Naum Alves de Souza, em 1983; uma nova montagem de O Casamento do Pequeno Burguês, em 1984; e A Aurora da Minha Vida, também de Naum Alves de Souza, em 1985. Após dirigir Parentes entre Parênteses, de Flávio de Souza, em 1986, encenou as duas montagens consideradas o ponto alto de sua carreira de diretora: Peer Gynt, de Henrik Ibsen, em 1987, e Mahagonny, de Brecht e Weill, em 1988.

Em maio de 1990, participou, como convidada especial, do Colóquio sobre Teatro Brasileiro e Alemão, programação paralela ao 27° Festival Internacional de Teatro de Berlim, promovido pela Casa das Culturas do Mundo e pelo Instituto Goethe. Nesse ano, recebeu o Prêmio Quero-Quero de melhor atriz por Onde Estão os Meus Óculos?, de Karl Valentin, dirigido por Miriam Amaral. Recebeu, em 1992, o Prêmio Sated e o Prêmio Açorianos de melhor atriz por sua atuação em Ana Stein Compra uma Calça e Vai Jantar Comigo, de Thomas Bernhard. Retornou à Alemanha em 1993, para realizar pesquisa no Brecht Archiv, em Berlim, com vistas à encenação de Um Homem É um Homem, que montou em Porto Alegre no ano seguinte, em comemoração aos 15 anos do Teatro Vivo.

Em 1995, participou, como convidada, do Seminário Latino-Americano de Teatro, organizado pelo Ministério da Cultura Mexicano, em Oaxaca, e se apresentou no Teatro San Martín, de Buenos Aires, com a peça New York, New York, de Marlene Streeruwitz. Dirigiu os espetáculos infantis O Menino Maluquinho, de Ziraldo, em 1995; e Biba, Dudu, Molenga e Chorona, de sua autoria, em 1996.

Foi curadora do Porto Alegre Em Cena, em 1996 e 1997, e dirigiu a abertura oficial do Carnaval de Rua de Porto Alegre, em 1998, com uma escola de samba com 2 mil integrantes, formada por artistas, personalidades da cidade e carnavalescos. Ainda em 1998, dirigiu o espetáculo que encerra a série de montagens brechtianas, Noite Brecht, roteiro de canções de Brecht e Weill, também apresentado na cidade de Montevidéu, no ano seguinte.

Em 2000, dirigiu Trem-Bala, de Martha Medeiros, e, a convite do governo do Rio Grande do Sul, dirigiu o espetáculo Rio Grande do Sul em Música e Dança, um grande mosaico especialmente montado para sete apresentações na Expo 2000, em Hannover, na Alemanha. Encerrou sua carreira de diretora em 2002, com Almas Gêmeas, de Martha Medeiros, e passou a dedicar-se ao cinema e à televisão. Atuou em filmes como O Homem que Copiava, em 2002, e Saneamento Básico - o Filme, em 2006, ambos de Jorge Furtado; e em séries de TV como Fantasias de uma Dona de Casa , dirigida por Ana Luiza Azevedo, em 2008 e 2009.

Irene Brietzke é uma das mais destacadas diretoras da cena gaúcha. Entre os prêmios mais importantes que recebu estão o Qorpo Santo, em 1990, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, o Na-Amat, em 1991, da organização internacional As Pioneiras; o Ieacen, em 1998, por seu relevante empenho no desenvolvimento do teatro no Estado do Rio Grande do Sul; e o Prêmio Joaquim Felizardo, em 2009, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Além desses, recebeu 22 prêmios individuais e nove coletivos por seus trabalhos em teatro.

Canja musical
Escrete: Seleção Chico Buarque é um espetáculo idealizado pelo ator, cantor e compositor Antônio Carlos Falcão. É uma viagem pelo universo buarqueano onde pérolas do compositor são interpretadas por Falcão e seus companheiros de cantoria: o cineasta gaúcho Jorge Furtado - percuteria e voz - e o cantor e compositor e violonista Alexandre Missél.

Música, textos e poemas escolhidos e ditos por Furtado fazem do espetáculo uma homenagem ao artista brasileiro de uma forma geral. Tudo isso emoldurado pela beleza e competência de Alexandre Lopes e sua equipe do Coletivo de Iluminação Luz Feito à Mão.

 

 
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25/10/2013
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